UMA RELAÇÃO AMOROSA OU UM JARDIM?

Os dois!

Tenho falado muito nos meus textos e no consultório da importância do cuidar, no dia a dia, constantemente, da relação amorosa. Muitos casais acreditam que se estão namorando, ou se casaram, estão noivos, compromisso sério, tudo está resolvido: o relacionamento tem vida própria e segue por conta própria também. Só que não é “𝘩𝘢𝘱𝘱𝘺 𝘦𝘯𝘥", como no cinema, as luzes se apagam e serão felizes para sempre.

Relacionamento não é estático e, por isso, precisamos cuidar sempre! Manter uma relação amorosa é trabalhoso, requer empenho e atenção.

Porém, por mais que se dedique e cuide não quer dizer que não haverá dificuldades ou problemas, situações difíceis que demandarão muita sabedoria, generosidade e bondade. E essas situações ou obstáculos precisam ser resolvidos ou minimizados, para que a vida a dois possa continuar fluindo, e não fique contaminada.

Assim gosto de dizer que a parceria amorosa é como um jardim: é preciso cuidar constantemente, colocar as melhores sementes e melhores adubos, e água na medida certa e necessária. E assim ela floresce...

Para ilustrar e dizer com mais poesia sobre isso, e assim acredito que vocês irão compreender e internalizar de uma maneira muito mais gostosa, leve e lúdica, coloco a seguir uma estória do livro Metáforas, da autora italiana Consuelo C. Casula.

O jardim e o mato.

Era uma vez... um competente jardineiro, que amava muito seu jardim, dedicando-lhe os cuidados necessários. Mesmo assim, apesar de seus cuidados, no seu jardim também cresce mato.

Ele, com muita paciência, sempre que preciso, arranca o mato, esperando ter extirpado também sua raiz. Mas o mato volta a crescer.

Nas primeiras vezes, fica muito mal-humorado, achando que seus cuidados deveriam eliminar o mato para sempre e que esplêndidas flores e rosas perfumadas devem tomar o lugar da urtiga e das ervas daninhas. Cada vez que extirpa uma delas, ilude-se que será a última, que, de agora em diante, nunca mais brotará nenhuma erva ruim, porque ele é um jardineiro competente. Mas, apesar de todos seus esforços e empenho, de vez em quando, o mato ressurge.

Por sua experiência, o jardineiro entende que a erva ruim não depende de seus cuidados, mas da natureza do terreno. Uma vez que toma consciência disso, não fica mais irado. Porém, continua a tomar cuidado e a extirpar as ervas ruins, assim que as vê brotar, para não permiti-las expandir e contaminar o resto do jardim.

Dessa maneira, vocês poderão sempre se lembrar da beleza de um jardim, ao olhar para seu parceiro ou parceira, sentindo que fazem parte dele, e já sabendo que ervas daninhas aparecerão, mas precisamos arrancá-las: faz parte do cuidar. Mas também é preciso saber que a maior parte do jardim são flores e folhagens, e que muitas, muitas flores lindas ainda brotarão e que, algumas, serão colhidas para celebrar o amor, nessa travessia maravilhosa da vida a dois.

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