“PRECISO DA SUA ATENÇÃO”

 

Vida a Dois. Para que uma discussão tenha sucesso, o casal deve enunciar seus sentimentos com neutralidade

Quando um casal está no meio de uma discussão, é muito mais fácil expressar o que não quer do que pedir o que deseja. Por exemplo, muitas vezes dizemos “que cara é essa?” ou “nossa, que cara horrível!”, ao invés de falar “pode me dizer porque está triste?” ou “se algo te aborrece, gostaria de saber por que.” Ou então “pare de me ignorar” ou “não suporto quando não liga para mim!” ao invés de “gosto quando você me dá atenção” ou “sua atenção é muito importante para mim”.

O problema é que, quando expressamos nossas necessidades de forma negativa ou movidos por um sentimento ruim, como a raiva, elas soarão como críticas, ou se tornarão críticas, e como não existe crítica construtiva, como alguns acreditam, principalmente entre casais, o resultado desse diálogo será negativo, não abrindo possibilidades para o casal se conectar ou desmanchar alguma questão que esteja pendente entre eles.

Se a comunicação é feita em forma de crítica e a pessoa não pediu a crítica, ela gera defensiva, o que vai impedir uma discussão produtiva ou a possibilidade de uma conversa esclarecedora. Independentemente da confiança ou do afeto em um relacionamento, ninguém consegue ouvir ataques pessoais sem ficar na defensiva e reagir. E como reagimos ou nos defendemos? Atacando!

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Assim, para que a discussão de um conflito tenha sucesso, o casal deve enunciar os seus sentimentos com a maior neutralidade possível, e depois converter qualquer posicionamento sobre o outro em forma de necessidade positiva. O objetivo, então, é fornecer ao seu parceiro amoroso um esquema, uma referência de como ter sucesso com você. Como te tocar. Como te sensibilizar. Como te compreender. Pois, se não damos pistas ou sinais, não tem como o outro saber.

Pensem em suas emoções negativas como uma indicação de um desejo e expressem esse desejo verdadeiramente. Por trás da raiva, encontrarão provavelmente frustração por um objetivo não alcançado – “eu queria ter chegado na festa mais cedo”; por trás da tristeza, geralmente há um desejo – “esperei você para jantarmos juntos, mas você chegou muito tarde” –; e é muito comum que haja esperança por trás da decepção – “se você cuidasse da casa junto comigo, me sobraria mais tempo para relaxar, me recuperar e ter mais tempo para nós dois”.

Então, a que conclusão chegamos para estar melhor em nossos relacionamentos: não esperem o surgimento de um conflito para expressarem desejos de maneira positiva. Vamos pensar na prevenção também. Por exemplo, é frequente os casais terem conflito pela famosa “discussão ao volante”. Será que se falarem “por favor, você pode dirigir mais devagar para que eu me mantenha calmo, pois me sinto inseguro com o carro em alta velocidade?” terão um resultado diferente do que se falarem “vai devagar! Você parece um louco dirigindo”?

O que conta não são os desejos e necessidades serem adequados ou inadequados, pois isso depende de cada um, mas sim a maneira como falamos ou expressamos nossos desejos, lembrando que é mais construtivo e respeitoso colocar o que queremos de forma positiva, carinhosa, do que, expressar o que não queremos, que, quase sempre, será algo negativo e que não contribuirá para o enriquecimento dessa relação amorosa. Portanto, gentileza, atenção e cuidado no falar para aqueles que querem uma relação amorosa satisfatória e feliz, sempre!

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