OPOSTOS SE ATRAEM, E SE DÃO BEM, OU MERA CRENÇA POPULAR?

Ouvimos, com muita frequência, que num casal um é calmo o outro estourado, ou o famoso “estopim curto”, um mais agitado ou corajoso e o outro mais comedido ou dócil, e aos nossos olhos e ouvidos vai se construindo a ideia que, uma parceria amorosa dá certo, quando a união se dá entre opostos.

Soa também, como se fosse uma boa ideia, que nosso par tenha as características que nos faltam, e vice-versa, e assim, essa dupla, um côncavo e outro convexo, faria o encaixe perfeito.

Infelizmente isso não é verdade. Acredito que o senso comum tenha importado da física essa lei da atração entre mais e menos, porém ela não funciona para o amor. Mas as pessoas continuam se orientando por ela, e acreditando que as diferenças vão se complementar, e que existe uma valorização dessa combinação, como se isso garantisse o sucesso da vida a dois.

Na verdade, a atração está na descoberta de afinidades, na admiração, nos temas ou assuntos em comum do conhecimento de ambos, mesmos valores e estilo de vida. Os casais estão juntos para curtir a vida, para conviver de forma prazerosa e acertarem projetos de vida, para que possam caminhar juntos. E aí as diferenças não ajudam em nada!

Ao contrário, com o tempo, as diferenças podem ser a grande fonte de irritações, falta de tolerância, conflitos e desencontros, chegando até a acabar com o sentimento que nutrimos, por quem escolhemos como parceiro de vida. No entanto, as afinidades se tornam cada vez mais interessantes, atraentes, aproximando cada vez mais o casal.

Moral da história: essa crença de atração dos opostos, para os casais, deve ser revista e substituída por idéias mais verdadeiras, e precisamos ficar mais atentos no que seguimos e no que colocamos como âncora dos nossos relacionamentos amorosos, uma vez que amar é uma uma das partes mais valiosas de nossas vidas.

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